Combate em Baixa Luminosidade | Técnicas com Lanterna

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Por que você precisa ter e saber usar uma lanterna quando tem uma arma de fogo para se defender? Hoje aqui no Lado R vamos falar sobre as técnicas de combate em baixa luminosidade.

Segundo estatísticas do FBI, do Uniform Crime Report, a maior parte dos confrontos armados, cerca de 80%, ocorre em ambiente de baixa ou nenhuma luminosidade. Se engana quem pensa que isso ocorre somente à noite. Pode ser durante o dia em um estacionamento, por exemplo.

Mas eu não sou policial. Ainda assim preciso saber operar uma lanterna? E se alguém invade a sua casa? Você estará apto a defender a si e sua família? Ninguém conhece a sua casa melhor que você! Com uma lanterna e uso de táticas eficientes, com certeza você estaria preparado.

A lanterna é uma eficiente ferramenta de desorientação do seu adversário e um aliado importante em confrontos armados, em especial em baixa luminosidade.

Lanterna e Armamentos

Por isso, muitas pessoas estão buscando lanternas dedicadas ao seu armamento. E por que nem sempre uma lanterna acoplada é a melhor opção? Primeiro, nem todas as armas tem trilho Picatinny para colocar uma lanterna. Apesar de atualmente a maior parte das pistolas apresentarem essa funcionalidade, os revólveres não possuem. Muitas pessoas ainda usam revólver para segurança domiciliar. Há até lanternas que você pode acoplar no guarda mato do revólver, porém, o ponto de apoio é frágil.

Outra desvantagem é que a lanterna acompanha o cano da arma. Isso significa que, ao fazer uma varredura em baixa luminosidade, você pode apontar a arma para alguém da sua família. Junte isso a uma situação de estresse. O resultado pode ser desastroso.

Então, apesar de termos a opção da lanterna acoplada à arma, fazemos questão de treinar técnicas com uma lanterna separada também. Hoje vamos apresentar 4 das principais técnicas existentes.

Para 3 delas vamos usar a lanterna a Blitz, da Invictus, nossa escolha para o EDC! Ela tem as principais características que uma lanterna tática precisa:

1) tamanho e peso reduzidos: cabe em qualquer bolso e não faz volume. Inclusive vem com clipe e fiel;
2) Lúmens: o mínimo que você precisa são 500, a blitz tem 550;
3) Acionamento simples: liga sempre no modo mais forte e acionamento à retaguarda;
4) Foco não concentrado: consigo iluminar bem o objetivo e consigo manter a visão periférica;
5) Resistência! A Blitz possui protocolo IPX8, que dá resistência à água de até 2 metros, então pode usar na chuva sem medo e também é resistente a impactos. Já fizemos um teste de tortura com ela aqui no canal e ela resistiu a todos!

Combate em Baixa Luminosidade | As Técnicas

FBI
Primeira, mais antiga e polêmica técnica é a do FBI. Reza a lenda que antigamente se usava uma luz que emitia muita fonte de calor e para afastá-la do rosto, o FBI desenvolveu essa técnica. Na realidade, o objetivo é afastar a fonte de luz do corpo do operador, pois a reação de um oponente seria atirar em direção à luz. Com a lanterna afastada do corpo, a chance de um agente ser atingido é reduzida. Essa técnica recebe muitas críticas pela desvantagem de utilizar apenas uma mão para a empunhadura. Porém, é utilizada até hoje para situações de varredura por segurança, pois o cano da arma não aponta para o mesmo local da lanterna e também para situações de combate dinâmicas e proteção domiciliar. É uma técnica simples.

Neck Index
Outra que utiliza apenas uma mão para a empunhadura. Publicada em 1994 por Brian Puckett, essa técnica também é chamada de Puckett technique. Atualmente, há variações colocando a lanterna na bochecha ou na têmpora, dando a vantagem de alinhar a luz com os olhos. O ideal é treinar e ver qual que você gosta mais.

Essa é natural porque permite que você encaixe a lanterna no vão da intersecção do pescoço e do ombro.
Uma vantagem é que essa técnica ilumina o seu aparelho de pontaria caso você não tenha um com visão noturna.

Harries
Essa técnica é uma das mais usadas, mais taticool, mais vistas em filme. Criada por Michael Harries, pioneiro das técnicas modernas de combate armado, essa técnica era moderna na época, criada na década de 70, mas ainda é um clássico! A grande vantagem é que apesar de ser de empunhadura simples, ela fornece bastante apoio e você consegue ter um excelente controle do recuo. Na década de 70 as lanternas eram bem maiores, mas ela funciona muito bem com lanternas compactas.

O ponto fraco é que em uma situação de confronto o seu oponente provavelmente efetuará disparos em direção à luz e pode atingir algum ponto vital, pois a luz está bem próxima ao corpo.

Rogers
Desenvolvida pelo agente do FBI Willian Rogers, também é chamada de Surefire pois é mais utilizada com as lanternas combat da marca pois a lanterna tem o botão mais proeminente e até um anel para facilitar a empunhadura. Uma curiosidade é que antigamente as lanternas da surefire não tinham nem o botão proeminente nem o anel. A empresa desenvolveu a lanterna após o operador desenvolver a técnica.

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Valeu! Um abraço,
Liz Tristão

PATROCINADORA OFICIAL: INVICTUS TACTICAL & OUTDOOR

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